quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Ah, um mero talvez!

Um mero talvez
Que iluda minha ansiedade
Que forneça o tom da esperança  
Que silencie os gritos de minh’alma
Que solidifique a base da segurança.

Talvez, ao ouvir um mero talvez;
Não deteriore um futuro
Um futuro incerto ou magistral
Quem vai lá saber?
Talvez eu, talvez você ou a terceira pessoa;
E quem vai lá saber?

Talvez a forma geométrica de curvas defina
Talvez um traçado retilíneo pontue
Bem, talvez o futuro dependa da direção presente;
Talvez um presente, consistente ou inconsistente;
Defina a trajetória reta ou curva
E se for...
Quem vai lá saber?
Talvez eu, talvez você ou a terceira pessoa;
E quem vai lá saber?




Texto: Roberto Mello

Imagem: ElisaRiva

sábado, 21 de outubro de 2017

Seja Você!

 Harmonize-se com palavras e textos poéticos
Que transmutam sentimentos ilícitos
Que enobrecem o paradigma humano
Que unificam o dorso ecossistêmico
E que invalidam ações tenebrosas.

Harmonize-se com o seu Eu puro
Que rompe o elo obscuro
Que ilumina a bruma silenciosa
E que ensina a mente ociosa.

Harmonize-se com o Sopro Vital
Inale a fragrância suave
Permita-se ao novo alvorecer
Permita-se ser você.

Seja sem preocupação ou desilusão
Seja sem angústias ou ansiedades
Seja sua própria natureza divina;
Humildemente e verdadeiramente
Seja você!



Texto: Roberto Mello

Imagem: Wikilmages

domingo, 15 de outubro de 2017

Queimadas

Ouvi o clamor da terra

Senti o odor de longínquas queimadas

Gritos atônitos transpassaram léguas

E que ecoaram por tamanho desespero. 


Filhotes ao ninho sem recurso

Restando-lhes apenas o segundo vindouro,

Que durante a ciranda das labaredas

Elas, sem piedade;

Encerram – prematuramente - o canto mágico,

Ou o uivo colossal,

Ou o ciclo da essência vital. 


Ouvi o clamor da terra

Ouvi a insensatez mundana

Ouvi histórias de futuro promissor

Embasados pela melodia fúnebre

Sem misericórdia daquela dor.


 Lembrem-se:
Diante de uma possível resposta

O equilíbrio natural acontecerá

E você sentirá as mesmas dores e aflições. 


Diante da força da natureza
Não há logística quanto à prevenção ou combate;

Não há soberania humana;

Ela, a natureza, é suprema!



Imagem: bbAAer

domingo, 3 de setembro de 2017

Reflexão

Terras matreiras
Equações sociais mal resolvidas
Igualdades que coexistem nas teorias
Blasfêmias insanas que vagam pelo ar
E que mutilam pessoas
E que transfiguram esperanças
E que transgridem o equilíbrio
Pelo próprio “Eu”.

Terras matreiras
Que transbordam incógnitas
Que disfarçam desigualdades
Que ocultam verdades
Que oferecem eventos sociais
Que oferecem iscas
Pelo próprio deleite.

É o jogo “dominador e dominado”
É o cassino “roleta e apostador”
É a selva “caça e caçador”.

E no social, o povo clama, chora, implora;
Passado, presente e futuro;
É a mesma história.




Autor: Roberto Mello
Imagem: cocoparisienne

sábado, 8 de julho de 2017

Sinopse do Amor

1 dia reinventei e decidi conjugar o verbo amar

2 momentos aconteceram que entristeceram meu coração

3 vezes ao dia pranteei por horas pela intensa solidão

4 primaveras tamponaram o direito de desejar e versejar

5 verões decidi esquecer. E viajei, e excursionei por veleiros;

6 instantes durante o passeio pela imensidão daquele mar, não entendi o bramar do revolto vento;

7 argumentos, em segundos, pairaram à mente, os quais agrediam como arqueiros

8 flechas penetraram à minha alma desejosas de um mortal intento

9 tentativas realizadas para calar, sufocar o desejo de amar

10 sorrisos encantadores, após longos anos, estremeceram meu corpo;

11 pares de olhares renovaram meu sentimento e a paz cintilou

12 meses após ter escolhido você percebi que nunca estive morto.

Enfim, hoje somos a perfeita manifestação ou a manifestação perfeita?



Texto: Roberto Mello
Imagem: yatheesh_

terça-feira, 23 de maio de 2017

Brisa Silenciosa

Oh, brisa silenciosa e enigmática;
Que até envolve este fútil corpo, mas não minha alma;
Que desdenha meus profundos desejos
Que não embala e não acalenta os anseios.

Mergulhas a sombra nefasta, sombria;
Não arrefece o pesar desta nostálgica saudade
Dispa-me aos pés da incólume aflição
E mesmo assim, sou passageiro com emoção.

Brisa silenciosa da neblina escura
Quanto às lembranças tempestivas e áridas
Leve-as, tal qual a leve bruma – suave e pura.

Brisa silenciosa de neblinas ávidas
Respeite as dores vindas do açoite sem candura;
E assim, tais emoções tornem-se cálidas.


Autor: Roberto Mello
Imagem: cocoparisienne

sábado, 13 de maio de 2017

Inenarrável

Penumbra que rasga alguma nuance de esperança
E que rasga, e que a dilacera em infinitos fragmentos,
Os imensuráveis registros, mas não esquecidos,
Em uma gaveta chamada de saudosas lembranças.

Tantas lembranças de tempos de outrora
Que a aurora intocável adornava a crença infantil
Com sua maestria embalava cada segundo da hora
Através de anseios, esperanças e quimeras mil.

A penumbra se fez assídua leitora destes registros
Até questionou alguns instantes do teu crescer
Mas, teu olhar não permitiu a possíveis sinistros;
E o orvalho se fez testemunha do diário alvorecer.

E assim... O dito pelo não dito;

A esperança tornou-se reflexiva diante da penumbra
A aurora bajulou, serenamente, a angústia indomável;
O orvalho desenhou uma paisagem que deslumbra
Que na consciência; a lembrança é de valor inenarrável.


Autor: Roberto Mello
Imagem: panimo

domingo, 2 de abril de 2017

Rio de Janeiro - Cidade Maravilhosa


Imagem - joseph_Berardi

Quanto às belas paisagens naturais dedilhadas pelo Grande Criador, sem dúvida.

Quanto ao povo carioca, além de trabalhadores criativos, são carismáticos, receptivos, guerreiros e festeiros.


Sendo assim, diante de nobres atributos — naturais e sociais — despertam não só o interesse nacional como também o turismo internacional.

Quanto ao “Tendão de Aquiles” do Rio de Janeiro, aí é complicado falar.
A “Cidade Maravilhosa” convive com uma metástase em seu “Tendão de Aquiles” denominado “Golias”. E vocês sabem o significado para a palavra “Golias”?

Bem, este famigerado Golias é o câncer social; é o gigante que pisa no direito de ir e vir; é o zumbi que cospe na democracia; é o tirano que fere a CONSTITUIÇÃO de uma NAÇÃO; é o opressor que faz ciranda com a segurança de um povo contrito e iludido.

Infelizmente, os fatos não mentem, não iludem. E na onda desta prerrogativa negativa denominada de violência, até a mídia tem que escolher palavras e mostrar vídeos com muita cautela. É um campo minado. Ela não pode colocar água na fogueira do turismo, tampouco nas labaredas de certos investidores; sequer na chama financeira de moedas internacionais ou determinados nichos eleitorais.

É... Ela não pode! Ela não deve! Alguém pode brigar! Alguém pode perder o cargo! Afinal, o sistema capitalista e a política — que andam de mãos unidas — detêm o poder da caneta.

Aí, devido ao “NÃO PODE” ou “NÃO DEVE”, o turista nacional ou internacional acredita que a violência é uma situação pontual. Óbvio, por força do marketing, é claro. Entretanto, o clichê “Cidade Maravilhosa” assassina homens, mulheres, adolescentes e crianças. Este mesmo marketing massacra nossos policiais, nossa segurança, nossa liberdade, o direito de ir e vir e o direito de VIVER.

Diariamente, a realidade desta violência sombria e nefasta abraça — sem escrúpulos — os bairros e praias em geral, acaricia de forma truculenta o cidadão de bem ou o contribuinte e humilha qualquer transeunte, independente da idade.

E onde está o direito da população que trabalha? Onde está o direito da pessoa que procura emprego? Onde está o lazer com a família ou entre amigos?

Atualmente, alguns bairros — com suas vias expressas — transformam-se em palcos de ações criminosas orquestradas pelo NARCOTRÁFICO.

Aproveitando o gancho “NARCOTRÁFICO” é impossível não citar a tão pavorosa Avenida Brasil, que por unanimidade é considerada a pior rota para caminhoneiros. Apesar de ser o eixo central que viabiliza o deslocamento entre bairros e um dos portais da economia, é palco de arrastões, assassinatos, latrocínios e outras formas de agressividades socioeconômicas e culturais.

Outros dois palcos com shows de tiroteios, arrastões e outras agressividades impostas pelos traficantes fica a cargo das Vias Especiais — Amarela e Vermelha —, que já sinalizam alguns destaques nas manchetes internacionais.

Aqui, no Rio de Janeiro, estes eventos crescem de forma exponencial. E de quem é a culpa?
Será uma questão de política menos corrompida?

Por fim, onde está o nosso Davi para aniquilar este gigante Golias?

E que Deus nos ampare e nos abençoe nas idas e vindas!



domingo, 12 de março de 2017

SEGREDOS DO SILÊNCIO

Ao repouso sob o crepúsculo brando
Mergulho ao secreto mais profundo.
Ali ou aqui
Eu e ela, na dúvida, eu e eu;
Alguém emudece.
E não cresce, e não enregela, e não padece.
Nenhum som e total ausência de qualquer existência
E assim, torna-se inviolável a própria dualidade escondida;
Que, outrora, por frações de questionáveis minutos;
Esvaía-se em prantos, arrependida.
O profundo secreto permanece oculto
Os questionamentos aos mistérios insistem e persistem.
O segredo do silêncio ainda é o tesouro perdido
A dualidade convive entre lágrimas e entretenimentos
Mas, conhecer a arte dos mistérios escondidos;
É impossível ao leigo.
Há momentos que não o (a) ouço e nem o (a) vejo
Mas, aceito compreender o incompreensível.
Afinal, meu êxtase..., meu desafio!
O desafio à origem do grande segredo do silêncio.



Texto: Roberto Mello
Imagem: byKst

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

"As Sem-Razões do Amor" - Carlos Drummond de Andrade

Olá!
Hoje divulgo uma pérola diferente, aliás, bem diferente.
Será o Amor uma saída?

As “Sem-Razões” do Amor

Eu te amor porque te amo.
Não precisas ser amante,
E nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
E com amor não se paga.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

E Vejo Luz!

E vejo luz!
Brilho intenso que seduz
E que não reprime
Nem tão pouco oprime
Mesmo um pequeno feixe
Ainda reluz
E vejo luz!

sábado, 28 de janeiro de 2017

Hoje, Saudades!

Ouvindo o marulho das ondas
Fico evasivo à sintonia deste mar
Sem pestanejar
Não permaneço omisso
E duelo à minha sombra
Com os inesquecíveis ou saudosos “teus” que me faz recordar.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Um Colibri

Pela manhã, um colibri solitário e inquieto,
Bailou alguns segundos à minha frente.
Naquele instante ou fração de um minuto mágico
Percebi a presença da Essência Suprema da Criação
E lamentei tempos de outrora
Que não vi o alvorecer de uma nova aurora.