segunda-feira, 4 de março de 2019

TRILOGIA "PRENÚNCIO DO MEDO" / LIVRO I - PRESSÁGIO - EDITORA ILLUMINARE

Mais um conto selecionado
Mais uma conquista

O conto "Obrigado, Elisa Brown!" fora aprovado para a Trilogia "Prenúncio do Medo" - Livro I "Presságio" - EDITORA ILLUMINARE - BRASIL/ARGENTINA.

Participação especial – Rô Mierling

Organizadoras: Ceiça Carvalho / Diany Cardoso 

Sinceros agradecimentos à Editora e organizadoras.

Fragmento

"[...] — Minha preocupação é ser identificado por estes zumbis. Eles não têm coragem de partir para um corpo a corpo. São covardes — Paulo expressa franzindo o cenho.
— Já falei pra você: policial tem o X nas costas! Termina logo a faculdade e depois que for aprovado no exame da OAB pede baixa da Polícia Militar. Aqui no Rio não dá mais pra viver, nem trabalhar e nem pra passear. É muita violência. É pura ilusão.
— Pois é... e ainda usam o termo “Cidade Maravilhosa” como se aqui fosse o paraíso — Paulo critica.
— Você sabe muito bem que é apenas um clichê por causa das paisagens naturais. Ah, deixa pra lá! Nós sabemos que a violência é o câncer social típico de grandes metrópoles e não há cura [...]".





domingo, 2 de dezembro de 2018

Reincidências


Incansável jornada atroz
Que a cada fração temporal
Envolve-me por meio de um monobloco de teia sagaz.

E nesta infatigável guerrilha
A fugaz sensação de um vazio infinito adormece minh’alma,
E que desencadeia prantos
E fomenta soluços intermináveis
Sob o manto nebuloso da escuridão.

Um hiato no tempo,
Um presente constrangimento,
A nulidade interpelada,
Pelas vielas da vida, extremamente, ultrajadas.

E continua tal jornada,
E progride o disfarce desta infatigável guerrilha
E a alma sobrevive
Às esquinas sombrias do terror social.

Roberto Mello - Escritor & Poeta

Imagem "CrizzlDizzl

sábado, 8 de setembro de 2018

Dubiez


Dubiez

E se o UNIVERSO questionar meu único verso?

Ainda sim, discorrerei para alcançar a estrofe perfeita.

E se ELE, após a leitura, concluir com incoerência?

Refino a subjetividade exposta,
Reavalio a dinâmica das palavras,
Norteio a objetividade da arte dual,
Clareio os fragmentos mundanos,
Revitalizo a manifestação da alma,
E, finalmente, pontuo as palavras com serenidade.

Contudo, com veemência, ELE insiste na mesma nota.

Então, durante alguns dias, meses ou anos;
Torno-me passivo às infinitas inspirações.

O tempo avança e nada acontece
Sobrevêm ideias
Entretanto, o manto noturno continua ali;

Uma vez por outra, algumas lágrimas cortam as estrelas.


Imagem Litllerich






quarta-feira, 30 de maio de 2018

Verba Intocável

Imagem: 3dman_eu

Aqui ou em outras plataformas encontramos infinitas ironias, brincadeiras e até mesmo opiniões sobre políticas públicas ou partidárias que são ventiladas pela doutrina de partidos ou lançadas - como confetes - pela mídia, entretanto, no momento atual e numa projeção futura de 20 anos, realizar ou idealizar uma verdadeira sangria de um fruto podre que remonta à era pós-getuliana é impossível. 

Ora, sabemos que os dois pilares essenciais de uma nação são educação e saúde, logo, não há política séria com aqueles que foram eleitos pelo povo.

O nosso atual sistema e todas as possíveis ramificações encontram-se totalmente falidos.


Texto: Verba Intocável / Imagem sou_dai 


Isto lembra muito bem o filme "Tropa de Elite 2": Quem puxa o gatilho da corrupção em todas as suas derivações? Quem facilita ou viabiliza o empobrecimento do sistema de saúde e educação com os sucessivos cortes de verbas? Quem cria atalhos ou facilita - com amparo legal - a insegurança e a instabilidade econômica que assola o brasileiro? Quem propaga alianças em prol da carteirinha que viabiliza constantes viagens dos integrantes do clube do bolinha? 

Mas, mesmo nas crises econômicas, escolas danificadas, professores mal remunerados, várias profissões achatadas e rechaçadas, hospitais públicos que pedem socorro desde a década de 70 e outras agressões à sociedade brasileira, a verba destinada para as campanhas eleitorais dos partidos permanecem intocáveis.

E assim caminha O POVO BRASILEIRO.


Texto: Verba Intocável / Imagem: Rani_Ramli




quarta-feira, 25 de abril de 2018

Qual porta?

E agora?
Qual?

Comentam sobre intuição
Outros
Uma possível inspiração
Mas, qual decisão?

Não há volta
Apenas esta chance
A única chance.

E agora?
Qual?

Sete portas
Sete sentimentos
Apenas esta oportunidade
A vez da escolha certa
A única brecha
O instante
O momento de agir
Recuo e observo
Sinto a magia que entorpece minha pobre alma
Chega...
É chegada a hora!

Mas... Qual?
Silêncio funesto empobrece a calma.

Imagem qimono





sábado, 21 de abril de 2018

[PEDAÇOS DE MIM - MICROAMORES - MARCIO MUNIZ]

Recebi o livro “Pedaços de Mim - Microamores” do Poeta Marcio Muniz e confesso que, a leitura e posterior reflexão ao longo de cada verso e página — aliás, páginas sensivelmente emolduradas — expõem profundos fragmentos poéticos e microcontos de amores que trazem à baila sentimentos de outrora, emoções presentes e minutos extasiantes vindouros, os quais permeiam o cristalino oceano de nossas almas.

Imagem livro "Pedaços de Mim - Microamores - Marcio Muniz"

Ele próprio define a sina do poeta:

“O poeta e sua triste sina”.
“Colocar todo sentimento do mundo”
“Fazendo-o caber em uma rima”.


Imagem livro "Pedaços de Mim - Microamores - Marcio Muniz"

 Ele próprio torna visível a alma de poeta:


“Poeta não vende livros”,
“Revela sentimentos”.
“Poeta não faz só versos”,
“Ele tece a vida”.


Imagem livro "Pedaços de Mim - Microamores - Marcio Muniz"

 Ele próprio narra um instante:

“A cama que dividiam parecia maior a cada noite. Com algum esforço sabia que poderia rolar sobre o lençol e tocar-lhe o corpo com a ponta dos dedos. Contudo, sentia-se cada vez menos capaz de lhe tocar o coração”.

Para você adquirir um exemplar, basta clicar logo abaixo.


Imagem livro "Pedaços de Mim - Microamores - Marcio Muniz Editora Illuminare





domingo, 8 de abril de 2018

Mãe | Mãinha | Mãezinha


Nas infinitas plataformas globalizadas existentes, permeiam poemas, poesias e fragmentos de escrita que enaltecem a convivência sob o manto afável da magia, a qual se manifesta por meio de citações de adjuntos carinhosos — populares ou nativos —, com referência ao signo linguístico mais verbalizado do planeta cognominado “Mãe”.

E como definir— com precisão — o real significado desta palavra?

Bem, mergulhei no oceano denominado dicionário e, neste mar, encontrei alguns registros:

      ·         Mulher que tem ou teve filho ou filhos.
·         Mulher que cria e educa criança ou adolescente que não tenha sido gerado por ela, mas com quem estabelece laços maternais e a quem pode estar ligada por vínculos jurídicos.
·         Mulher carinhosa e protetora (figurado).
·         Pessoa que chora facilmente (figurado).
·         Etc.
“Estes conceitos são superficiais... Minha mãe é mais que uma simples definição”. — Sua mente e/ou sua alma retruca(m) logo após a leitura.

Então, feche os olhos e acesse seu túnel do tempo. Relembre momentos que ainda mantém em uma das caixinhas de lembranças guardadas no sótão de sua mente. Qual a sensação?

E aquela fase de questionamentos e inseguranças transcrita como “temerária adolescência”?

Já correlacionou a magia poderosa e indestrutível com a figura materna? Visualize seus arquivos mais secretos. Tudo está registrado bem aí..., bem aí dentro de você.

Ora, a “MÃE” é a verdadeira “mulher maravilha”. Ela não relaxa..., não descansa; cede à própria vida por você; adoece e sofre por você, e você? Qual o grau de gratidão?

Ao cruzar o umbral da maioridade e diante de certas circunstancias você replica: “A senhora está ultrapassada! A senhora está doidinha, hein! Tá caducando? Não se meta na minha vida!”. E assim, alguns caminham pelos trilhos sinuosos representados pela intolerância, ou ingratidão, ou irracionalidade, e até agressões físicas ou morais motivadas por ânimos torpes. Infelizmente, certos humanoides ainda insistem e persistem nesta viagem esdrúxula.

Não esqueça que viagens e textos possuem algo em comum: o ponto final. E, às vezes, são repentinos. Num piscar de olhos, tudo se acaba.

E a mãe?

Ah, ela perdoa sempre! Ela não se permite sofrer pelo seu deslize. O amor materno supera o impossível. Enfim, ela é eterna... Eis sua “MÃE”!


No dia certo, encontrarei a minha num jardim florido;
Jardim este, adornado por borboletas de várias cores;
E passarinhos multicoloridos que sobrevoam entoando cânticos.

E, naquele dia;
Eu, sem arrependimentos;
Reverei seu sorriso encantador
Seu olhar tenro, seu afago nobre;
A carícia interminável, o abraço inigualável;
O porto seguro..., o meu norte.

Saudades eternas!


Imagem gdakaska



Roberto Mello – Escritor & Poeta

domingo, 11 de março de 2018

POÉTICA DO CONTO

Cíntia Moscovich, afirma que há no gênero uma espécie de gramática do silêncio: “a Literatura como as demais formas de expressão deve grande parte do seu poder encantatório à arte do saber ocultar e à sugestão, residindo sua força no subtexto que o autor é capaz de engendrar. O ideal é que o ponto médio entre ocultação e revelação seja mantido, introduzindo-se o leitor nesta gramática do silêncio representada pelo conto”.

Ah, estes contos!
Que poder é este?
Que nos eleva ao cume,
ao ápice de uma montanha inexistente,
à viagem pelos mares,
ou aventuras consistentes,
sem falar de jornadas impossíveis,
ou dramas familiares,
e fantasmas que assolam ao meio-dia.
Mas, o mais incrível:
basta marcar o próximo conto,
fechar o livro e pronto.
A viagem que o fez mergulhar no universo das palavras,
momentaneamente, 
torna-se ausente.

Os contos em si carregam ilusões, sonhos e/ou esperanças embasados pela verossimilhança ou universo ficcional. Eles nos elevam de tal forma que durante o processo de leitura, quer sejam narrativas sobre suspense, drama, terror, ação, aventuras, textos poéticos e outros, tornamo-nos inexistentes ao mundo real.

E é com este estilo que recomendo o livro



A obra reúne dezoito contos. São contos que nos transportam pelo sobrenatural, ficção, drama, suspense, guerra, fantasia e romance.

Diga-se de passagem, as narrativas desenvolvidas no livro “Dezoito”, apresentam coesão, particularização, ideias concisas e demonstram leveza, visibilidade e consistência. Claro, tais características são fragmentos do monobloco estruturado denominado “conto”.

É mais um autor contemporâneo a colaborar pelo enriquecimento da LITERATURA BRASILEIRA.

Não há como finalizar este post sem citar um excerto da “Filosofia da Composição” de Allan Poe acerca de tempo de leitura entre narrativas longas e curtas.

“Se alguma obra literária é longa demais para ser lida de uma assentada, devemos resignar-nos a dispensar o efeito imensamente importante que se deriva da unidade de impressão, pois, caso requeiram duas assentadas, os negócios do mundo interferem e tudo o que se pareça com totalidade é destruído”.














quinta-feira, 8 de março de 2018

Obra de Arte: Mulher

Obra de Arte: Mulher

Dedilhada pelo Criador
Diante de nobre e sublime simetria
Torno-me mais poético e profundo admirador.
Mulher, quanto encanto!

Os meus olhos lacrimejam diante de cada detalhe,
E questiono, e insisto:

Mulher, de onde vem tamanha sabedoria?

E divago a pensar até o dia serenar
Ao alvorecer,
Deparo-me com sua magia tal qual o clarear
Mas, ainda sim, reitero:

Mulher, você ilumina!

Tu és a criatura do criador
Com adereços de encantos naturais
Sobrepuja-se ao desgaste terreal tal qual o cristal
Que detalha e baliza o mural universal,
E eterniza a humanidade num cartão postal.

Mulher, eterna rainha!

Silhuetas que desnudam qualquer visão
Ao mundo entoa divina emoção
À vida embala suave canção
 E inspira qualquer poeta a amá-la com ou sem razão.

Imagem: peter_pyw

Autor: Roberto Mello - Escritor e Poeta


domingo, 18 de fevereiro de 2018

COMO ESCREVER UM TEXTO DE QUALIDADE?

Olá, pessoal!

É impossível negar que a tecnologia globalizada promove um crescimento dinâmico à luz do conhecimento e cultura através de publicações — principalmente BLOG POSTS.

Ora, a primeira pergunta que vem à mente é: “como escrever um texto de qualidade”? — Xi, aí complica!

Bem, para os calouros de blogs ou redes sociais, sabemos o quão difícil é produzir conteúdo — é óbvio que, esta afirmação não se resume apenas aos iniciantes.

Em certo momento de nossa existência, alguns valores despertam a simples ideia em escrever sobre determinado assunto e divulgá-lo. Mas, não desejamos um monobloco de palavras evasivas, e sim; um conjunto de vocábulos e frases harmoniosas.

De forma geral, idealiza-se uma transcrição que possa encantar e influenciar qualquer pessoa a mergulhar no oceano desta sublime criação. Então, me acompanhe nesta busca e desvende alguns desses segredos.

A jornada


Eu até poderia nomear o título como “As três ou cinco dicas quentes para escrita de qualidade” ou “Os sete segredos da escrita” e por aí segue uma sequência de inspirações, entretanto, preferi “como escrever um texto de qualidade?" pela praticidade e objetividade da publicação em si.

O objetivo desta postagem é referenciar, nortear sua trajetória, sua aventura; sem aprofundar-nos nas técnicas mais apuradas deste enredo ou sobre gramática da língua portuguesa.

Vamos começar?

Para inicio de conversa, você deve adquirir o hábito de leitura. Leia diariamente. Deguste artigos, narrativas simples e complexas sobre temas variados; livros..., livros e mais livros, etc.

A leitura, o aprendizado, o conhecimento é embasado em promulgações com referências. Sendo assim, para conhecer mais sobre “comunicação” indico o “ManualEstratégico de Comunicação Empresarial/Organizacional” da autora Shirley Cavalcanti.




Sempre que possível, estude ou revise o uso de verbos, acentuação, regência, concordância, ortografia, ou seja, tenha consigo um bom livro de gramática da língua portuguesa. Programe-se, organize-se com seus horários.

Outra dica:

Leia um artigo e faça um resumo. Leia-o, releia-o e deixe-o de molho. Isto é, releia-o algumas horas depois ou no outro dia. Você observará algumas diferenças quanto ao resultado final. Você detectará erros que durante o processo de criação não percebera.

Bem, passamos pelo preparo, pela dedicação e esforço, agora, é estabelecer o referencial, ou melhor, a escolha do tema.

Você deve planejar o mote que irá abordar. Podem ser viagens, moda, animais, praias, eventos, literatura, saúde, finanças, exposições, shows, etc.

Existem muitas opções de estudos e pesquisas. Então, defina a matéria e faça um planejamento — especifique detalhes que irá abordar. Mergulhe em sua essência e retire tudo que você achar interessante, todavia, tenha atenção num detalhe: leia “Direitos Autorais - Plágio é Crime!”.

Nesta etapa, você já tem o esqueleto, a estrutura do roteiro. É hora de colocar a mão na massa. Sugiro um dicionário para evitar palavras repetidas ou fora de harmonia contextual.

Ah, não esqueça que a leitura deve ofertar uma cadência sonora.

Para concluir esta pequena exposição, é importante manter um padrão de formatação, fontes, espaçamentos e outras ferramentas disponíveis, afinal, você está diante do espelho e questiona: “como escrever um texto de qualidade”?

Espero que essas sugestões despertem inspirações criativas. É óbvio, na medida em que você transfere este hábito para o seu dia a dia, suas habilidades serão envolvidas num propósito maior e o resultado será satisfatório.

Se você achou a matéria interessante, deixe seu comentário e compartilhe. 


Imagem: rawenergy