quarta-feira, 14 de março de 2018

domingo, 11 de março de 2018

POÉTICA DO CONTO

Cíntia Moscovich, afirma que há no gênero uma espécie de gramática do silêncio: “a Literatura como as demais formas de expressão deve grande parte do seu poder encantatório à arte do saber ocultar e à sugestão, residindo sua força no subtexto que o autor é capaz de engendrar. O ideal é que o ponto médio entre ocultação e revelação seja mantido, introduzindo-se o leitor nesta gramática do silêncio representada pelo conto”.

Ah, estes contos!
Que poder é este?
Que nos eleva ao cume,
ao ápice de uma montanha inexistente,
à viagem pelos mares,
ou aventuras consistentes,
sem falar de jornadas impossíveis,
ou dramas familiares,
e fantasmas que assolam ao meio-dia.
Mas, o mais incrível:
basta marcar o próximo conto,
fechar o livro e pronto.
A viagem que o fez mergulhar no universo das palavras,
momentaneamente, 
torna-se ausente.

Os contos em si carregam ilusões, sonhos e/ou esperanças embasados pela verossimilhança ou universo ficcional. Eles nos elevam de tal forma que durante o processo de leitura, quer sejam narrativas sobre suspense, drama, terror, ação, aventuras, textos poéticos e outros, tornamo-nos inexistentes ao mundo real.

E é com este estilo que recomendo o livro



A obra reúne dezoito contos. São contos que nos transportam pelo sobrenatural, ficção, drama, suspense, guerra, fantasia e romance.

Diga-se de passagem, as narrativas desenvolvidas no livro “Dezoito”, apresentam coesão, particularização, ideias concisas e demonstram leveza, visibilidade e consistência. Claro, tais características são fragmentos do monobloco estruturado denominado “conto”.

É mais um autor contemporâneo a colaborar pelo enriquecimento da LITERATURA BRASILEIRA.

Não há como finalizar este post sem citar um excerto da “Filosofia da Composição” de Allan Poe acerca de tempo de leitura entre narrativas longas e curtas.

“Se alguma obra literária é longa demais para ser lida de uma assentada, devemos resignar-nos a dispensar o efeito imensamente importante que se deriva da unidade de impressão, pois, caso requeiram duas assentadas, os negócios do mundo interferem e tudo o que se pareça com totalidade é destruído”.














quinta-feira, 8 de março de 2018

Obra de Arte: Mulher

Obra de Arte: Mulher

Dedilhada pelo Criador
Diante de nobre e sublime simetria
Torno-me mais poético e profundo admirador.
Mulher, quanto encanto!

Os meus olhos lacrimejam diante de cada detalhe,
E questiono, e insisto:

Mulher, de onde vem tamanha sabedoria?

E divago a pensar até o dia serenar
Ao alvorecer,
Deparo-me com sua magia tal qual o clarear
Mas, ainda sim, reitero:

Mulher, você ilumina!

Tu és a criatura do criador
Com adereços de encantos naturais
Sobrepuja-se ao desgaste terreal tal qual o cristal
Que detalha e baliza o mural universal,
E eterniza a humanidade num cartão postal.

Mulher, eterna rainha!

Silhuetas que desnudam qualquer visão
Ao mundo entoa divina emoção
À vida embala suave canção
 E inspira qualquer poeta a amá-la com ou sem razão.

Imagem: peter_pyw

Autor: Roberto Mello - Escritor e Poeta