Powered By Blogger

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Felicidade ou momentos felizes?

Ao instante de vida circunstancial
Deparo-me com imensuráveis incertezas
Alguma matutina, outra vespertina,
Todavia, anseio ao dia a dia de minha idade,
Um amanhã repleto de felicidade.
Almejo momentos de alegrias prevalecendo
Desejando nenhum instante de contratempo
Mas, incrédulo e tolo torno-me perempto,
Pois tristezas também vão acontecendo.
E a felicidade tão esperada?
Chega quando? Ou, algum dia chegará?
Alimentamo-nos de sonhos e desejos vindouros
Vivemos no agora aspirando algo pelo amanhã
Em contrapartida, o momento presente,
Foi um sonho ou pesadelo de outrora.
Diante de um presente em conflitos
Permanecem desejos com profecias
Arrebatando uma alma com atritos
Em silencio ocultando minhas idiossincrasias.

Texto: Roberto Mello


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Essência Natalina

Tantas palavras já publicadas
Tantos poemas já divulgados
Tantas mensagens distribuídas
Envolvendo a Essência Natalina
... E continuo questionando:
Como é difícil expressar tal essência 
Seja pela arte de conjugar verbos
Seja pela harmonia e coerência nas palavras
Entretanto...
Nesta busca incessante
A humanidade continua expressando:
FELIZ NATAL
NATAL FELIZ
TEMPO DE RENASCIMENTO
ÉPOCA DE REFLEXÃO...
E outras variadas formatações,
Contudo 
E acima de tudo,
O FELIZ NATAL
O NATAL FELIZ
Deve ser expressado do "fundo d'alma"
Sem mentiras,
Ou ironias,
Ou vaidades,
E sem falsidades.
Mas de forma incisiva
Com sentimento de calor
Com sentimento de ardor
Com sentimento...
De requinte e fervor
Exaltando o verdadeiro AMOR.
Então,
Aceitem com carinho:
"Que o Espirito Natalino habite em cada coração durante os 365 dias - ano após ano - FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO 2016 REPLETO DE REALIZAÇÕES!"


Texto: Roberto Mello
Imagem: stux

domingo, 20 de dezembro de 2015

Um espelho.

Acorda
Levanta
Escova os dentes
Lava o rosto
O espelho está ali.
Penteia o cabelo
Bebe o café
Está na hora de sair
Veste uma roupa
Roupa sobre roupa
Antes de ir
O espelho está ali.
No trânsito
Está chegando
Mais uma vez
Outro espelho ali.
O dia passou
Um espelho aqui
Outro espelho ali
E mais outro, acolá...
E você?
Teu EU onde fica?
Onde está?

Cuidado... Reflita!


Texto: Roberto Mello
Imagem: Stecknitzbruecke

sábado, 19 de dezembro de 2015

Livro "O Mensageiro"

Uma história envolvente de amor, coragem, desapego, ousadia e Fé.

Após dez anos de casamento estável e dois filhos, a relação entre Douglas e Carmem sinaliza uma possível separação. Iniciam-se crises existenciais, questionamentos sem respostas e buscas incessantes de soluções. O tempo passa e nada acontece, contudo ele acredita que é capaz de reverter crendo na vitória.
Douglas já exausto em tolerar o intolerável e suportar o insuportável, começa a argumentar consigo mesmo: vale a pena o sacrifício para manter a família unida por causa do amor? Será que estou certo? Ou errado?

Prólogo - Sinopse

Dividi minha vida durante nove meses com a decisão de separar ou não. A vida não tinha mais graça, meu trabalho era indiferente e questionava: por que viver assim de um jeito tão ruim? O que Deus quer? Onde errei ou erramos?
Em verdade, quando uma relação chega a esse ponto é porque vem se desgastando a longo tempo. Eu entendia essa linha de raciocínio, porém, listava os prós e contras acerca de qual decisão tomar. Sabia que era uma decisão difícil porque poderia magoar a mim e aos meus filhos. Por outro lado, não estava mais feliz ao lado dela, apenas tolerava.
Os finais de semanas e feriados eram terríveis, a exceção, desfrutar da companhia dos filhos. Isso não é viver, e, sim, sofrer cada fração de um centésimo de segundo. Várias noites sem dormir e a inquietação acabando comigo. Andava quilômetros de madrugada dentro da minha própria casa. Toda vez que parava junto à porta do quarto de meus filhos, observando eles deitados e dormindo, sentia a dor de uma flecha rasgando meu peito e dilacerando meu coração.
Aquela situação estava péssima, era necessário acontecer algo e bem rápido. Implorava a Deus uma inspiração, uma resposta, algum sinal, alguma coisa que me fizesse ver o que não estava percebendo ou, na realidade, não estivesse aceitando. Passei a não pensar mais em nada, a não ser em qual decisão tomar.




domingo, 6 de dezembro de 2015

Mensagem.

Veja
Quanto de benevolência
Em tempos de outrora
E na aurora
Convivendo na inocência
Recebia seus desejos íntimos
Por instantes de glória.
Quanta satisfação pessoal!
Quantas alegrias!
Algo mudou no curso da vida?
Reflita ao teu segundo
Pondere o teu minuto
Onde está o erro?
Culpar a quem?
Quer o verdadeiro culpado?
Sente-se e reflita
Medite e contemple
Antes de mudanças externas
Limpe seu sótão.
Existe um baú cheio de amarguras
Um envelope carregado de tristezas
Transferindo mágoas e incertezas.
Jogue ao lixo qualquer fato impeditivo
De enxergar reais generosidades
De sentir verdadeiras magnificências
Não permita intrusão de maldades
Alterando sentimentos em sua consciência.
Mesmo nas imperfeições do dia a dia
Não se alimente com melancolia
Procure harmonia
Isto não é demagogia
E sim
A busca incessante

Da Verdadeira Sabedoria.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A Rosa

Rosa
Pétala
Veludo
Delicada
Sensível
Tato
Olfato
Expressa amor
Carinho
Ternura
Romance
Afinidade
Contemplação
Momento real?
Momento Atual?
Ontem..., Ah! O puro amor.
Hoje
Ressentimentos
Amanhã
Tormentos?
E a rosa?

Continua linda..., e com espinhos.

Autor: Roberto Mello


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Momento de contemplar.

Tendo-me arguido
Quem responderá?
A intuição?
A razão?
Ou, o disfarce da emoção?
Creio ser intuição
Entretanto
Contagiado pela plenitude
Das respostas
Coerentes ou incoerentes
Será o disfarce da emoção?
Como definir
Coerências ou incoerências?
Razão?
Ou emoção pelo experimento?
Tudo é contemplação?
Ou, confusão?
Agora, cadê a razão?
Tem diferença?
Ou, será crença?
Cheeega!

 Vou dormir, com licença!


Imagem: geralt
Texto: Roberto Mello

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Que madrugada!

Esta noite que não avança...
 Estática
Isolada
Demonstrando estar árida...
Seca
Fria
Embaçada.
Esta noite que maltrata...
Alma arredia
Sem fantasia
Sem melodia
Sinto azia!
Repouso ou pesadelo?
Ilusão!
Emoção?
Uma equação
Duas incógnitas
Sem solução
Que insatisfação!
Vou ao espelho
Observo
Acendo a luz
O manto negro não avança
Que cruz!
E a noite não avança
Que lambança!

Que saudade do tempo de criança!


Imagem: jarakonecny
Texto: Roberto Mello

domingo, 29 de novembro de 2015

Um chafariz.

Uma praça tranquila e serena...
Aquele chafariz
Sonorizando águas de cachoeira
Transmitindo momentos aprazíveis
De suaves cochilos
Sob aquela amendoeira.
Sentado àquele banco de madeira
Esquecia amargos repúdios
De cartas e duplicatas
Deixando-as na prateleira.
Os pardais adornavam a paisagem
As andorinhas não eram apenas miragem
As crianças reféns daquela imagem
Que delícia de aprendizagem!
Casais alegremente descontraídos conversavam
Amigos gargalhavam sem nenhuma preocupação
Inspirações maravilhosas nos chegavam
Abrandando a realidade com sua inculpação.
Que saudade daquele chafariz!
Apenas um lamento...
Ele sumiu...

Ele não me quis!

Fonte, Chafariz, Água

Foto: gustavofer74
Texto: Roberto Mello

sábado, 28 de novembro de 2015

Perdeu-se!

Perdeu-se!
O que?
Oh, meu caro... Doces quimeras!
Vive em nostalgias?
Pelo contrário: das...
Tristeza embala alma...
Agora, sérias nevralgias.
A idade avançou...
Nem percebeu...
Utopias...
O Criador não concedeu,
Então... Perdeu-se!
Acordou de fato...
Pelo fato, caído seu retrato...
O vidro estilhaçado
E
Seus sonhos
Agora..., amordaçados.
Perdeu-se!
Perdido iludido
Nunca confundido...
Apenas doces quimeras...
Mas sua alma inquieta...
Luta, replica e insiste
Você ainda existe!

Autor: Roberto Mello

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

E agora?


Divago aos teus olhos
Contemplo tuas nuances
Admiro seus lábios
Desejo-os!
Oculto palavras
Transfiro emoções
Permito ao toque
Que ansiedade!
Maltrata-me
Coração abjuga
Acerta um alvo
Meu sentimento!
E agora?
Tua carícia
Um solfejo
Um sopro
 E me perco!
E agora?
Quero amar...
Cada segundo
Pra te encantar!
Imploro ao toque
Simples e magistral
Tal qual aquele beijo
Ao encanto do luau.


Imagem: KristineKely
Texto: Roberto Mello


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Preciso ir!

A voz trêmula
inibe a despedida.
Refleti...
Emudeci...
E, logo depois, respondi:
Apenas não chores.
Então, decidi...
Ao momento de silêncio...
Preciso ir!
Mais uma vez...
Emoção regada.
E mais uma vez...

Preciso ir!


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Cadê a luz?

Um vazio,
Depura minha alma.
Uma calma,
Aparentando um corpo
Sozinho e sem alma.
Perambulo ao que imagino:
Mas, apenas o nada.
Chego a concluir:
Somos tudo e nada.
Questiono ao norte:
Que fiz?
Sem resposta,
Permaneço aqui.
Insisto
E sem revide,
Continuo vazio
E exclamo:

Alguém apagou minha luz!


Autor: Roberto Mello

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Descubra-se!

Leveza do ser
Saber viver!
Pureza em ser
O sorrir!
Verdade em viver
Saber ouvir!
Coração humilde
A grande verdade!
O que desejas?
Um sim pela luxúria?
Um não pela vaidade?
E tua Ira?
Quem responde?
Teu anjo adormecido?
Quiçá, teu demônio guardado?
Reflita o teu viver...
Ouça teu Eu!
Não gostou?
Então...

Descubra-se!!!


Imagem: skeeze
Texto: Roberto Mello

domingo, 22 de novembro de 2015

Realengo - 200 anos.


Terras realengas de Campo Grande,
Terras concedidas por sesmaria,
Do senado da grande câmara,
D. João, em muito se agradaria.

Variados artigos sobre seus bondes encontrei,
Estampando como destino “Real Engenho”,
Passeios inusitados à Santa Cruz por diversos condes,
Descansando em terras longínquas de Realengo.

Terra nobre de Realengo é sucesso,
Berço de ocupação militar e industrial,
Moradas influenciadas pelo progresso,
De trabalhadores com honra substancial.

Realengo, bairro com duzentos anos...
Entoado pelo “Alô, Alô Realengo, aquele abraço!”,
Que Gilberto Gil e o saudoso LILICO...
Carinhosamente, a Realengo encantaram.


Autor: Roberto Mello


Imagem: WEB


domingo, 15 de novembro de 2015

Sonhos, Desejos & Profecias.

Sonhos, Desejos & Profecias - uma tríade literária – Sonhos transformados pelos Desejos com palavras de Profecias
Quando entendemos que palavras proferidas com vontade viabilizam acontecimentos conforme teu desejo latente existente em seu interior, então, devemos buscar essa evolução com o objetivo em atingir MAESTRIA.
Os sonhos são desejos? Desejos são resultados dos sonhos? E as profecias com desejo a um sonho?

O leitor deve questionar com respostas, emergindo do seu próprio Eu, conclusões com sutileza na verdade, sem ambiguidade ou dualidade de sentimentos.
Os textos poéticos ilustrados representam A Grande Criação de Deus – Nós!. Somos criatura do Criador, logo, dotados de essência divina à expressão do mais puro sentimento: O AMOR!
Com carinho, desejo uma ótima leitura e boa reflexão em todo o segmento literário ora apresentado.
Saudações fraternais, um grande abraço, muita luz e beijos em vossos corações!
Roberto Mello 
Para adquirir seu exemplar, acesse o link: 



domingo, 8 de novembro de 2015

Como entender essas mulheres?

— Márcia, por que fizeste desse jeito?
— Talvez impulso ou vingança. Alberto, você me provocou.
— Quando e como provoquei você?
— Ah, coitadinho..., você não sabe? Você nunca sabe de nada!
— Desconheço o motivo que fez você se desestabilizar desse jeito.
— Quer saber? Foi o jeito de você olhar pra Júlia.
— Como assim? Tá louca?
— Pensa que não observei aquele olhar que há muito tempo não vejo olhando pra mim.
Nesse momento, Alberto balança a cabeça e com um sorriso irônico estende os braços e diz:
— Venha aqui, me dê um abraço e um beijo.
Márcia, com olhar discreto, acaricia seus próprios cabelos, simula aproximar-se e distancia-se..., fitando-o, exclama:
— Alberto, sabe onde você erra em nossa relação?
— Sei, Márcia! Em amar e desejar você com toda minha emoção.
— Negativo! Você erra em não querer forçar a roubar um beijo meu.
Alberto a observa sem comentar nada. Márcia usando um vestido preto que realça sua silhueta fez questão de sentar ao sofá, levanta dois palmos acima do joelho e acaricia seus seios.
Alberto observa e comenta:
— Acho que você bebeu demais por hoje, Márcia. Vá tomar um banho gelado.
Nisso, retira-se da sala, vai até a cozinha, pega o liquidificador e grita:
— Quer vitamina de mamão, aveia e leite?

Segundos de silêncio total na casa. Logo depois, sequência de portas batendo.