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sábado, 18 de julho de 2026

O ESPELHO DO TEMPO

 

Na penumbra da dúvida, um vazio se desenha,

Um abismo sutil onde a mente se emaranha.

Questionar a ausência é trilhar um labirinto,

Onde passos incertos ecoam por instinto.

 

Será o suor derramado um tributo insuficiente?

Ou o curso dos astros, um trajeto inclemente?

Talvez a sorte desvie seu olhar distante,

Deixando o caminhante num ermo incessante.

 

Como forjar um novo alvorecer no horizonte?

Reconstruir a nascente, desobstruir a fonte?

Transformar o íntimo, num labor silencioso,

Permitindo que o reflexo flua misterioso.

 

Mas o que dizer do tempo, senhor da demora?

A engrenagem invisível que tritura a aurora.

No compasso da vida, cada pulso ressoa,

E a resposta aguardada, na brisa, ecoa.



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