Na penumbra da dúvida, um vazio se desenha,
Um abismo sutil onde a mente se emaranha.
Questionar a ausência é trilhar um labirinto,
Onde passos incertos ecoam por instinto.
Será o suor derramado um tributo insuficiente?
Ou o curso dos astros, um trajeto inclemente?
Talvez a sorte desvie seu olhar distante,
Deixando o caminhante num ermo incessante.
Como forjar um novo alvorecer no horizonte?
Reconstruir a nascente, desobstruir a fonte?
Transformar o íntimo, num labor silencioso,
Permitindo que o reflexo flua misterioso.
Mas o que dizer do tempo, senhor da demora?
A engrenagem invisível que tritura a aurora.
No compasso da vida, cada pulso ressoa,
E a resposta aguardada, na brisa, ecoa.

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