quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Um Colibri

Pela manhã, um colibri solitário e inquieto,
Bailou alguns segundos à minha frente.
Naquele instante ou fração de um minuto mágico
Percebi a presença da Essência Suprema da Criação
E lamentei tempos de outrora
Que não vi o alvorecer de uma nova aurora.
Aquele instante matinal
Despertou questionamentos
Aflorou sentimentos
Que, por vezes,
O tempo forçou a esquecimentos.
Agora, eu sei:
Na tônica do dia a dia
É grave a desarmonia.
Então, elas que me perdoem:
Oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.
Afinal, é sublime o voo do Beija-flor.

Beija-Flor

Texto: Roberto Mello
Imagem: WikiImages