domingo, 2 de abril de 2017

Rio de Janeiro - Cidade Maravilhosa

Quanto às belas paisagens naturais dedilhadas pelo Grande Criador, sem dúvida.

Quanto ao povo carioca, sabemos que são trabalhadores, criativos, carismáticos, receptivos, guerreiros e festeiros. E estes atributos despertam, e muito, o interesse nacional e internacional pela cidade.

Quanto ao “Tendão de Aquiles” do Rio de Janeiro, aí é complicado falar.

A “Cidade Maravilhosa”, pra quem não sabe, convive com dores intensas no Tendão de Aquiles chamado “Golias”. E vocês sabem o que significa “Golias”?
Bem, este Golias, é o gigante que pisa no direito de ir e vir; é o gigante que cospe na democracia; é o gigante que fere a CONSTITUIÇÃO de uma NAÇÃO; é o gigante que faz ciranda com a segurança de um povo contrito e iludido.

Infelizmente, a MÍDIA não divulga a realidade dos fatos.

Ela não pode colocar água na fogueira do turismo, nas labaredas de certos investidores, na chama financeira de moedas internacionais ou determinados nichos eleitorais.

É... Ela não pode! Ela não deve! Alguém pode brigar! Alguém pode perder o cargo! Afinal, o sistema capitalista e a política — que andam de mãos dadas — detêm o poder da caneta.
Aí, devido ao “NÃO PODE” ou “NÃO DEVE”, o turista nacional ou internacional acredita que a violência é uma situação pontual. Óbvio, por força do marketing, é claro. Entretanto, o marketing “Cidade Maravilhosa” assassina homens, mulheres, adolescentes e crianças. 

Este mesmo marketing assassina nossos policiais, nossa segurança, nossa liberdade, o direito de ir e vir e até o direito de VIVER.

Diariamente, cenas violentas de uma realidade sombria abraça o povo carioca e, as ruas se transformam em palcos de ações criminosas — orquestradas pelo Narcotráfico — em diversos bairros das zonas norte, sul e centro-oeste.

Então, às vésperas de shows, palcos e arenas, vamos lá:

Um destes palcos é a Avenida Brasil. Esta avenida é considerada a mais importante via expressa da cidade e, o espetáculo sobre arrastões, assassinatos, latrocínios e outras formas de violência ou agressividade social, cultural e até mesmo imposições teatrais recheadas de mentiras sórdidas, em breve, alcançará sua primeira década de exibição.

Outros dois palcos com shows de tiroteios e arrastões fica a cargo das Vias Especiais — Amarela e Vermelha, e já sinalizam alguns destaques nas manchetes internacionais.

Quanto aos bairros, bem, todos possuem, diariamente, shows do mesmo gênero, número e grau.
Aqui, no Rio de Janeiro, este tipo de evento cresce de forma exponencial.

Mas, a culpa é do Marketing!

E que Deus nos ampare! E que Deus nos abençoe nas idas e vindas!

Texto: Roberto Mello